Porque escolher uma empresa de construção em 2026 é diferente
Com o passar dos anos, vem-se notando uma diminuição na mão de obra, causando atrasos e equipas desfalcadas. Neste contexto, a construção passou a depender cada vez mais de metodologia e planeamento, tornando essencial a existência de processos bem definidos para garantir previsibilidade e controlo.
O que mudou na construção em Portugal nos últimos anos
Para ajudar essa metodologia e responder aos desafios, a utilização de softwares tornou-se cada vez mais relevante. Estes sistemas ajudam com a organização de trabalhadores, obras e clientes de forma centralizada.
Sem este tipo de organização, os atrasos tendem a surgir com maior frequência, muitas vezes devido à falta de planeamento na compra de materiais ou na afetação das equipas no momento certo.
Em 2026, a construção em Portugal entra numa fase clara de otimização de processos, que ao mesmo tempo ajudam o construtor como também apoiam o cliente em todo o processo com calendarizações, acompanhamento personalizado que engloba fotografias da obra em andamento e relatórios da própria de forma a que o cliente esteja sempre atualizado e para o mesmo sentir que a sua obra está a desenvolver.
Simplex e aprovação tácita: menos tempo , mais responsabilidade para os tecnicos
O Simplex veio trazer maior rapidez aos processos, mas não pense que diminuiu a burucracia, pois essa garante que tudo é revisto antes de se poder habitar. O Simplex na verdade trouxe, acima de tudo, foi velocidade mas também trouxe muita responsabilidade.
o Simplex em suma é um conjunto de medidas criado pelo Governo português em 2023, formalizado pelo Decreto-Lei n.º 10/2024, com o objetivo de tornar mais simples e rápido todo o processo de autorização para construção ou reabilitação de casas. Esta mudança surge no âmbito do programa “Mais Habitação” e procura resolver os entraves burocráticos que, durante anos, dificultaram a construção de novas habitações em Portugal.
Fiscalização em obra: porque o controlo acontece cada vez mais durante a execução
Devido ao simplex, certas obras podem ter uma aprovação tácita, no qual acelera o processo da Câmera Municipal. No entanto, esta simplificação administrativa transfere uma parte significativa da responsabilidade para os técnicos envolvidos na obra, isto porque numa obra com o tempo de aprovação normal já existe essa fiscalização numa obra que esteja com uma aprovação tácita, todos os passos em obra são escrutinados ao promenor e que pode embargar a qualquer momento e atrassar toda a obra no geral.
O erro mais comum: escolher uma empresa de construção apenas pelo preço
Quem procura apenas a opção mais barata pode cair numa armadilha difícil de ultrapassar. Na construção, cortes excessivos no preço estão muitas vezes associados à falta de otimização de processos, ausência de ferramentas de gestão ou compromissos na qualidade dos materiais e da execução, problemas que tendem a surgir ao longo da obra e prolongar-se no tempo.
O custo de construção não varia de forma significativa entre empresas quando os parâmetros são comparáveis. Os valores são, em grande parte, definidos por preços de mercado, medidos por metro quadrado e pelos custos dos fornecedores. A diferença surge sobretudo na forma como cada empresa organiza o processo, gere equipas, planeia etapas e controla a execução e mais importante os acabamentos. É nesse nível que se garante que um dos maiores investimentos dos clientes é realizado com previsibilidade, controlo e segurança.
Responsabilidade em obra: quem responde quando algo corre mal
Durante uma obra, surgem várias decisões técnicas, legais e operacionais. Quando tudo corre bem, estas responsabilidades passam despercebidas. No entanto, quando algo corre mal, é essencial perceber quem responde, em que momento e porquê. Esta é uma das áreas menos compreendidas por quem vai construir, mas também uma das mais críticas.
Responsabilidade técnica vs responsabilidade legal
Na construção, existem dois tipos de responsabilidade que nem sempre coincidem: a técnica e a legal.
A responsabilidade técnica está associada às decisões de projeto e de execução. Inclui aspetos como o cumprimento das normas, a correta aplicação dos materiais, a execução conforme o projeto aprovado e a segurança estrutural. Esta responsabilidade recai sobre técnicos habilitados, como arquitetos, engenheiros ou diretores técnicos de obra.
Já a responsabilidade legal está relacionada com as obrigações formais perante a lei, a Câmara Municipal e outras entidades. Mesmo quando existem técnicos envolvidos, esta responsabilidade não desaparece automaticamente. Em muitos casos, o dono de obra continua a ser legalmente responsável por situações como incumprimentos, desconformidades ou decisões tomadas durante a execução.
Perceber esta distinção é fundamental para evitar a falsa ideia de que toda a responsabilidade fica exclusivamente do lado da empresa ou dos técnicos.
O papel do dono de obra durante a construção
Contratar uma empresa de construção não significa abdicar de todas as responsabilidades. O dono de obra mantém um papel ativo ao longo de todo o processo, mesmo quando opta por uma solução integrada.
Entre as suas responsabilidades estão a validação de decisões relevantes, a aprovação de alterações ao projeto e a garantia de que a obra está a ser executada de acordo com o que foi licenciado e contratado. Em determinadas situações, decisões tomadas pelo dono de obra podem ter impacto direto na conformidade legal da construção.
Por isso, é importante que o dono de obra compreenda o processo, saiba quem decide em cada fase e tenha clareza sobre o que está ou não delegado à empresa construtora.
Situações comuns onde surgem conflitos em obra
Os conflitos em obra raramente surgem de um único erro grave. Na maioria dos casos, resultam de pequenas decisões tomadas ao longo do tempo, muitas vezes sem registo ou sem alinhamento entre as partes envolvidas.
Quando não existe um método claro de acompanhamento e definição de responsabilidades, estas situações acumulam-se e acabam por gerar conflitos, atrasos e custos adicionais.
É por isso que compreender quem responde, como são tomadas decisões e de que forma a obra é acompanhada é tão importante quanto escolher a empresa certa.
Porque compreender o processo de construção é hoje essencial
Em 2026, compreender como funciona o processo de construção em Portugal deixou de ser opcional para quem vai construir. As alterações legais, a maior responsabilidade técnica e o aumento da fiscalização em obra tornaram o processo mais exigente para todos os intervenientes, incluindo o dono de obra.
Ter uma visão clara das etapas, das responsabilidades e da forma como a obra é gerida permite tomar decisões mais informadas e evitar surpresas ao longo do caminho. É precisamente essa compreensão global do processo que faz a diferença entre uma obra marcada por incerteza e uma construção conduzida com previsibilidade, transparência e segurança.