A casa que cresce consigo: o novo standard para quem planeia o futuro

Render da sala e varanda da casa "Vermont", uma construção em LSF, destacando um espaço integrado, moderno e com ampla vista para a natureza.

Por que a casa devia crescer consigo?

Se a vida muda, qual é o motivo da sua casa não mudar? Muitas vezes começamos a construir sem pensar no futuro distante. Um casal que já tem um filho pode optar por um T2 porque, naquele momento, parece suficiente. Mas dois anos depois nasce outra criança e surge a pergunta inevitável: “E quando crescerem, como vai ser?”

As obras começam a ser equacionadas, e quase sempre são grandes, caras e causam ansiedade. A verdade é que boa parte destes problemas pode ser evitada se o projeto for analisado ao detalhe desde o início.

Claro que nem tudo na vida é planeado, o nascimento de um filho/a é o melhor exemplo disso, mas, quando estamos a construir uma casa, vale a pena pôr tudo em cima da mesa. Avaliar cenários, antecipar necessidades e projetar com flexibilidade.

Assim evita ter de mudar de casa, entrar em processos complicados ou fazer obras profundas poucos anos após se instalar.

 

O porquê de planear uma casa que pode crescer

Um dos maiores fatores será sempre o custo que essa mudança provoca, que pode ser minimizada se for feita na fase de projeto. Tudo isto, no futuro, quando se tomar a decisão, vai permitir evitar obras destrutivas e longas esperas até ficar concluído, dando asas a mais gastos de estadia, entre outros. Todas essa microdecissões vai dar a flexibilidade à família sem ter de mudar de casa.

 

Onde está o verdadeiro ganho económico

Quando a ampliação é pensada na fase de projeto, constrói-se já tudo o que seria caro ou complexo de alterar mais tarde, como:

  • Pontos de carga reforçados para suportar mais um piso
  • Ligações hidráulicas e elétricas deixadas “em espera”
  • Laje calculada para receber novas áreas
  • Drenagens dimensionadas para um futuro WC ou cozinha
  • Espaço técnico com folga para mais circuitos

Isto significa que, quando chegar o momento de ampliar, não há demolições profundas, não é preciso partir chão ou paredes, e não é necessário reabrir estruturas já acabadas.

 
 
Render do quarto do Chalé Arrábida, destacando um ambiente aconchegante e moderno, com opção de construção em madeira ou LSF.

Expansão horizontal vs. Vertical

Quando se fala em “casa que cresce consigo”, existem apenas duas formas de ampliar:

  • Crescer para o lado (horizontalmente)
  • Crescer para cima (verticalmente)


Cada uma tem requisitos totalmente diferentes e por isso devem ser pensadas logo na fase de projeto.

Crescer “para o lado”

Significa aumentar a área útil criando divisões no mesmo piso.

Para isto ser possível no futuro, precisam de estar resolvidos alguns pontos críticos:

  1. Espaço disponível no lote:

 
Nem todos os terrenos permitem crescer para os lados.

É preciso considerar:

  • afastamentos obrigatórios já a pensar na nova área
  • implantação máxima permitida pelo PDM
  • zonas onde a construção é legal vs zonas onde não é
  • limites de impermeabilização do solo

Um erro comum é construir a casa demasiado “espalhada” no terreno e, mais tarde, descobrir que já não há área lega para ampliar.

        2. Implantação estratégica:

A posição da casa no terreno determina o que é possível amanhã.

Exemplo:

Se o cliente pensa futuramente num quarto extra, faz sentido deixar essa zona para a lateral com mais espaço legal de construção.

          3. Acessos e circulação

A ampliação horizontal tem se ser funcional:

  • por onde se liga ao resto da casa
  • como se mantém a privacidade
  • como se cria circulação sem “remendos”

Se isto for pensado desde início, a expansão futura encaixa naturalmente no layout.

 
 

Crescer “para cima”

Significa acrescentar um novo piso sobre a construção existente.

Aqui o ponto crítico é a estrutura.

  1. A laje tem de estar preparada:

Uma laje desenhada apenas para um piso não aguenta um segundo piso mais tarde.

Sem preparação inicial, seria necessário:

  • reforçar pilares
  • reforçar vigas
  • mexer na fundação
  • demolir parcialmente a cobertura

Ou seja: caro, demorado e, muitas vezes, inviável.

Quando a laje é calculada desde o início para suportar um segundo piso:

  • a futura obra é rápida
  • não há demolições estruturais
  • só se constroem paredes, cobertura e acabamentos

       2. Ligações verticais

A escada tem de ser pensada no layout, mesmo que não seja construída já.

Pode ficar:

  • como roupeiro
  • como arrumo
  • como espaço técnico vazio

O importante é que exista o “ponto de ligação”.

Estas decisões vão sempre depender do terreno, estrutura pretendida e o orçamento de “hoje”

Conclusão

Estás decisões tem que ser sempre pensadas não como uma forma de poupar, mas como uma forma de simplificar a sua vida numa fase que tudo parece não ter solução e procuramos várias maneiras de resolver. No final, seja para ampliar para “cima” ou para o “lado”, o mais sensato é assumir que, no futuro, a nossa vida pode mudar e o ideal é que a nossa casa acompanhe.

 

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